Dois Sonhos
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Dois Sonhos
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Author : Pedro Pereira de Sousa Neto
language : pt-BR
Publisher: Viseu
Release Date : 2024-08-02
Dois Sonhos written by Pedro Pereira de Sousa Neto and has been published by Viseu this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on 2024-08-02 with Fiction categories.
Nos anos 60, quando a crise política arruinou a cidade interiorana de Cococi, muitas famílias foram dragadas pela miséria e pela fome. Isaac vem de uma delas: negro, pobre, órfão de pai e mãe, ele é acolhido pelo portentoso Instituto Demóstenes Salgado, onde só os mais ricos podiam estudar. No Primeiro Sonho, Isaac tenta se adaptar à rotina e aos jogos de poder do internato, ao tempo que busca investigar o que, diferente de tantas crianças da cidade baixa, o trouxe ali. Pelo que dizem, ele é um garoto de sorte. As evidências, no entanto, apontam para uma motivação mais sombria. E Olavo, o belo rapaz do Sul, o que ele tem a ver com tudo isso? Dois Sonhos: Primeiro Sonho, romance de estreia de Pedro Pereira de Sousa Neto, decorre de intensa pesquisa etnográfica, filosófica e psicológica, e seu desenvolvimento foi patrocinado pelo FAC-DF, por ocasião de seleção pública aberta em 2011, na qual foi aprovado em primeiro lugar na modalidade Romance.
Dois Sonhos
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Author : Fiódor Dostoiévski
language : pt-BR
Publisher: Editora 34
Release Date : 2016-06-13
Dois Sonhos written by Fiódor Dostoiévski and has been published by Editora 34 this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on 2016-06-13 with Fiction categories.
Este volume reúne dois textos ficcionais de Fiódor Dostoiévski que se articulam não pelo gênero, mas por aquela percepção extremamente aguçada que tende a descobrir, por meio da ironia e do confronto entre diferentes pontos de vista, os ângulos mais incomuns da realidade. Em O sonho do titio, de 1859 - ano em que o escritor retorna a São Petersburgo após um longo período de exílio na Sibéria -, a narrativa toma a forma da comédia de costumes e da crônica de província para promover um desmascaramento geral da sociedade russa, particularmente de sua aristocracia às vésperas de importantes transformações históricas, que ela parece absolutamente não enxergar. Já em Sonhos de Petersburgo..., folhetim de 1861, Dostoiévski apaga deliberadamente as fronteiras entre a prosa e a poesia para construir uma visão ao mesmo tempo crítica, cômica e fantástica da cidade construída por Pedro, o Grande - tudo isso vazado num registro que oscila entre o devaneio, a epifania e a mais lúcida observação. Em comum, os Dois sonhos de Dostoiévski - traduzidos por Paulo Bezerra diretamente do original russo - trazem o impulso do humor anárquico de Nikolai Gógol (1809-1852), que subverte as expectativas e, com as armas do absurdo e do nonsense, renova de modo surpreendente o nosso olhar sobre o mundo.
Jung E A Interpreta O Dos Sonhos
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Author : James Albert Hall
language : pt-BR
Publisher: Editora Cultrix
Release Date : 2003
Jung E A Interpreta O Dos Sonhos written by James Albert Hall and has been published by Editora Cultrix this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on 2003 with categories.
A Interpreta O Dos Sonhos
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Author : Sigmund Freud
language : pt-BR
Publisher: Editora Garnier
Release Date :
A Interpreta O Dos Sonhos written by Sigmund Freud and has been published by Editora Garnier this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on with Psychology categories.
Entre o consciente e o inconsciente, há um mundo de sonhos e símbolos que revelam nossos desejos, medos e conflitos internos. Em A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud nos leva em uma jornada fascinante pelos recônditos da mente humana, desvendando os mistérios dos sonhos e mostrando como eles podem ser utilizados para compreender melhor a nós mesmos. Considerado uma das obras mais influentes da psicologia moderna, este livro é um convite para explorar as profundezas da psique e desvendar os segredos de nossos sonhos.
Fa A Acontecer Hoje
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Author :
language : en
Publisher: Diego Sauter Possamai
Release Date :
Fa A Acontecer Hoje written by and has been published by Diego Sauter Possamai this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on with categories.
Patriarcas E Profetas Edi O Atualizada
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Author : Ellen G. White
language : en
Publisher: Casa Publicadora Brasileira
Release Date :
Patriarcas E Profetas Edi O Atualizada written by Ellen G. White and has been published by Casa Publicadora Brasileira this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on with Religion categories.
Primeiro livro da série Conflito, de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas introduz a grande saga de um Deus de amor que faz de tudo para salvar do pecado e de sua condenação seres humanos rebeldes. Comenta a história do Antigo Testamento desde a criação até o reinado de Davi, explicando o porquê de o mal existir e apresentado o plano da redenção que Deus estabeleceu antes da fundação do mundo.
Contemporary Afro Brazilian Short Fiction
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Author : Ana Cláudia Suriani da Silva
language : en
Publisher: UCL Press
Release Date : 2024-09-03
Contemporary Afro Brazilian Short Fiction written by Ana Cláudia Suriani da Silva and has been published by UCL Press this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on 2024-09-03 with Fiction categories.
Although Brazil is the largest Afro-descendant country outside of Africa, the literature produced by Black Brazilians is mostly unknown both in Brazil and abroad. There is a growing worldwide demand for Afro-descendant literature and a demand for decolonial practices and content, especially within Lusophone literature and literature across the Americas. Contemporary Afro-Brazilian Short Fiction emerges from a UCL-sponsored collaborative translation project, bridging Afro-Brazilian literature with a global audience to respond to the worldwide call for Afro-diasporic narratives. This unique compilation of 21 short stories includes both established and emerging Afro-Brazilian voices. The anthology is bilingual, fostering cross-cultural understanding and affirming the legitimacy of pretoguês as a literary language. The texts are presented with three insightful contributions by Ana Cláudia Suriani da Silva (UCL), Julio Ludemir (Flup) and Maria Aparecida Andrade Salgueiro (UERJ). The introductions not only contextualise the short stories, but also engage in theoretical debates, shedding light on the role of literary translation in language teaching and the impact of the Literary Festival of the Peripheries (Flup) in forming a new generation of Black Brazilian writers. Praise for Contemporary Afro-Brazilian Short Fiction ‘Contemporary Afro-Brazilian Short Fiction highlights generational voices spanning from the Quilombhoje literary movement to newly published authors. This bilingual anthology promises to be an asset to the ever-growing Afro-Brazilian literary canon. The gift to scholars and enthusiasts of Afro-Diaspora literature is the access to brilliantly rich creative works.’ Antonio D. Tillis, Rutgers University-Camden ‘This collection showcases the most compelling Black prose penned in contemporary Brazil bringing together a remarkable convergence of generations in a bilingual anthology. Each story is imbued with Black consciousness, transformed into the art of words, offering a powerful portrayal of both present-day and historical Brazil.’ Eduardo de Assis Duarte, Federal University of Minas Gerais (UFMG)
Indiana Journal Of Hispanic Literatures
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Author :
language : en
Publisher:
Release Date : 1996
Indiana Journal Of Hispanic Literatures written by and has been published by this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on 1996 with Catalan language categories.
Os Fundamentos Da B Blia Sagrada Volume Viii
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Author :
language : en
Publisher: Clube de Autores
Release Date :
Os Fundamentos Da B Blia Sagrada Volume Viii written by and has been published by Clube de Autores this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on with categories.
Hist Ria Dos Hebreus
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Author : Flávio Josefo
language : de
Publisher: Clube de Autores
Release Date : 2022-10-11
Hist Ria Dos Hebreus written by Flávio Josefo and has been published by Clube de Autores this book supported file pdf, txt, epub, kindle and other format this book has been release on 2022-10-11 with Philosophy categories.
PREFÁCIO DE JOSEFO De todas as guerras que se travaram, quer de cidade contra cidade, quer de nação contra nação, o nosso século ainda não viu outra tão grande — e não sabemos que tenha havido outra semelhante — como a que os judeus sustentaram contra os romanos. Houve, no entanto, pessoas que se dispuseram a escrevê-la, embora por si mesmas dela nada soubessem, baseando os seus conhecimentos apenas em informações vãs e falsas. Quanto aos que nela tomaram parte, a sua bajulação aos romanos e o seu ódio pelos judeus os fez relatar as coisas de maneira muito diferente do que eram na realidade. Os seus escritos estão cheios de louvores a uns e censuras a outros, sem qualquer preocupação com a verdade. Foi isso o que me fez decidir escrever em grego, para satisfação daqueles que estão sujeitos ao Império Romano e para informar as outras nações, o que escrevi há pouco em minha língua. Meu pai chamava-se Matatias. Meu nome é Josefo, e sou hebreu de nascimento, sacerdote em Jerusalém. No princípio, combati contra os romanos, e a necessidade, por fim, me obrigou a empreender a carreira das armas. Quando essa grande guerra começou, o Império Romano era agitado por questões internas. Os judeus mais jovens e exaltados, confiando em suas riquezas e em sua coragem, suscitaram tão grande perturbação no Oriente, para aproveitar a ocasião, que povos inteiros tiveram receio de lhes ficar sujeitos, porque eles haviam chamado em seu auxílio os outros judeus que habitavam além do Eufrates, a fim de se revoltarem todos juntamente. Foi depois da morte de Nero que se viu mudar a face do império. A Gália, vizinha da Itália, sublevou-se. A Alemanha não estava tranquila, e muitos aspiravam ao soberano poder. Os exércitos desejavam a revolução, na esperança de com isso serem beneficiados monetariamente. Como todas essas coisas eram por demais importantes, a tristeza que senti ao ver que se desvirtuava a verdade fez-me tomar o cuidado de informar exatamente aos partos, aos babilônios, aos mais afastados entre os árabes, aos judeus que habitam além do Eufrates e aos atenienses acerca da causa dessa guerra, bem como de tudo o que se passou e de que modo ela chegou ao fim. E não posso ainda agora tolerar que os gregos e os romanos, que não estavam presentes, a ignorem e sejam enganados pela bajulação desses historiadores, que só lhes narram fábulas. Confesso não poder compreender a imprudência deles, quando, para fazer passar os romanos pelos primeiros de todos os homens, rebaixam os judeus. Será uma grande glória superar inimigos pouco temíveis? Ignoram eles as forças poderosas empregadas pelos romanos nessa guerra, durante o tempo em que ela durou, e as dificuldades que suportaram? Não consideram eles que é diminuir o mérito extraordinário de seus generais minimizar a resistência que o valor dos judeus os fez experimentar na execução de tão difícil empreendimento? Evitarei bem imitá-los, revelando, além da verdade, os feitos dos de minha nação, tal como eles relataram os dos romanos. Farei justiça a uns e a outros, expondo os fatos sinceramente. Nada afirmarei que não possa provar e não procurarei outro alívio à minha dor senão deplorando a ruína de minha pátria — ainda mais quando o próprio imperador Tito, que teve a direção de toda a guerra e dela fez referência como testemunha, reconheceu que as divisões domésticas foram a causa de nossa derrota e que não foi voluntariamente, mas por culpa daqueles que se haviam tornado os nossos tiranos, que os romanos incendiaram o nosso Templo. Esse grande príncipe não somente teve compaixão desse pobre povo, vendo-o correr para a sua própria ruína, pela violência daqueles facciosos, como também ele mesmo muitas vezes adiou a tomada da praça para lhes dar tempo e ocasião de se arrepender. Se alguém julgar que o meu ressentimento pela infelicidade de meu país me motivou, contra as leis da história, a acusar fortemente os responsáveis por ela, que acrescentaram ladroeira pública à sua tirania, devem perdoar-me e atribuí-lo à minha extrema aflição. E ela não poderia ser mais justa, pois entre tantas cidades sujeitas ao Império Romano não se encontrará uma que, como a nossa, tendo sido elevada a tão alto grau de honra e de glória, tenha caído em miséria tão espantosa que, creio eu, desde a criação do mundo jamais se presenciou algo semelhante. A isso, acrescente-se que não é a inimigos externos, mas a nós mesmos, que devemos atribuir as nossas desgraças. Assim, como me poderei conter em tamanha dor? No entanto, ainda que algumas pessoas não se deixem comover por essa consideração e desejem condenar com rigor um sentimento que me parece tão razoável, elas poderão aterse à minha história somente nas coisas que refiro, sem se incomodar com as minhas queixas, admitindo-as apenas como uma efusão da alma do historiador. Confesso que muitas vezes censurei — com razão, parece-me — os mais eloquentes gregos porque, embora as coisas acontecidas no seu tempo sobrepujem em muito as dos séculos que os precederam, eles contentam-se em julgá-las sem nada escrever e em censurar os que as escreveram, sem considerar que, se estes lhes são inferiores em capacidade, têm sobre eles a vantagem de haver servido o bem público com o seu trabalho. Esses mesmos censores dos outros escrevem o que se passou entre os sírios e os medos como tendo sido mal narrado pelos antigos escritores, embora estes não lhes sejam menos inferiores na maneira de bem escrever que no intento que tiveram ao fazê-lo, pois só referiram e quiseram referir as coisas de que tinham conhecimento e teriam tido vergonha de falsear a verdade. Assim, não poderíamos deixar de louvá-los após terem dado à posteridade o conhecimento do que se passou no seu tempo, que ainda não havia aparecido em público. Eles devem ser tidos como os mais hábeis, pois, em vez de trabalhar sobre as obras de outros, trocando somente a ordem, escrevem coisas novas e compõem um corpo de história que somente a eles se deve. Por mim, posso dizer que, sendo estrangeiro, não houve despesa que eu não fizesse nem cuidado que não tomasse para informar os gregos e os romanos de tudo o que se refere à nossa nação. Os gregos, ao contrário, falam muito quando se trata de sustentar os seus interesses, quer em particular, quer perante os juízes, mas se calam quando é preciso reunir com muita dificuldade tudo o que é necessário para compor uma história verdadeira e não acham estranho que aqueles que nenhum conhecimento têm dos feitos dos príncipes e dos grandes generais e são incapazes de os descrever ousem fazê-lo. Isso mostra que nós procuramos a verdade da história tanto quanto os gregos a desprezam e disso se descuidam. Eu teria podido dizer qual foi a origem dos judeus, de que maneira saíram do Egito, por quais províncias vagaram durante longo tempo, as que ocuparam e como passaram a outras. Mas, além do fato de que isso não se refere a este tempo, eu o julgaria inútil, pois vários de meus compatriotas já o escreveram, com muito cuidado, e os gregos traduziram essas obras para a sua língua sem se afastar muito da verdade. Assim, começarei a minha história por onde os seus autores e os nossos profetas concluíram as suas. Referirei particularmente, com toda a exatidão que me for possível, a guerra que se travou no meu tempo e contentar-me-ei em tocar brevemente o que se passou nos séculos precedentes. Direi de que modo o rei Antíoco Epifânio, depois de tomar Jerusalém e de tê-la possuído durante três anos e meio, de lá foi expulso pelos filhos de Matatias, hasmoneu; como a divisão suscitada entre os seus sucessores, com relação à posse do reino, atraiu os romanos sob o comando de Pompeu; como Herodes, filho de Antípatro, com o auxílio de Sósio, general do exército romano, pôs fim à dominação dos príncipes hasmoneus; como, depois da morte de Herodes, sob o reinado de Augusto, sendo Quintílio Varo governador da Judéia, o povo se revoltou; como, no décimo segundo ano do reinado de Nero, começou a guerra, que se deu sob Céstio, que comandava as tropas romanas; quais foram os primeiros feitos dos judeus e as praças que eles fortificaram; como as perdas sofridas em várias ocasiões por Céstio fizeram Nero temer pelo êxito de suas armas, entregando-as a Vespasiano; como esse general, acompanhado pelo mais velho de seus filhos, entrou na Judéia com um grande exército romano; como um grande número de suas tropas auxiliares foi desbaratada na Galileia; como ele tomou algumas cidades dessa província e outras, que se entregaram a ele. Referirei também, sinceramente e segundo o que presenciei e constatei com os meus próprios olhos, o proceder dos romanos em suas guerras, a sua ordem e a sua disciplina; a extensão e a natureza da Alta e da Baixa Galileia; os limites e as fronteiras da judéia, a qualidade da terra, os lagos e as fontes que aí se encontram; e os males suportados pelas cidades que foram tomadas. Não deixarei de mencionar, do mesmo modo, as calamidades que eu mesmo experimentei em minha vida e que são bem conhecidas. Direi também como a morte de Nero aconteceu, estando já em péssimo estado os interesses dos judeus e os do império; como Vespasiano, que se apressava para marchar contra Jerusalém, foi chamado a Roma; os presságios que ele teve de sua futura grandeza; as mudanças sucedidas na capital do império; como ele, contra a sua vontade, foi declarado imperador pelos soldados e como foi ao Egito dar as ordens necessárias; como a judéia foi agitada por novas perturbações; como surgiram tiranos uns contra os outros; como Tito, à sua volta do Egito, entrou duas vezes naquela província; como e em que lugar ele reuniu o seu exército; como e quantas vezes ele próprio testemunhou as sedições que se sucederam em Jerusalém; suas aproximações e todas as dificuldades que enfrentou para atacar essa praça; qual era a torre dos muros da cidade, a sua fortificação e a do Templo; a descrição do Templo, as suas medidas e as do altar — nisso nada omitirei. Falarei das nossas festas solenes, das cerimônias que nelas se observam, das sete espécies de purificação; das funções dos sacerdotes, de seus hábitos e dos do sumo sacerdote; e da santidade do Templo, sem nada deturpar ou acrescentar. Farei ver também a crueldade de nossos tiranos contra os de sua própria nação e a humanidade dos romanos para conosco, sendo que éramos estrangeiros com relação a eles. Mostrarei também quantas vezes Tito se esforçou para salvar a cidade e o Templo e reunir os que estavam tão obstinadamente divididos. Falarei dos muitos e diversos males suportados pelo povo, o qual, depois de sofrer todas as misérias que a guerra, a carestia e as sedições podem causar, ainda se viu reduzido à servidão, pela tomada dessa grande e poderosa cidade. Não me esquecerei também de dizer em que desgraças caíram os desertores da nação, a maneira como o Templo foi queimado, contra a vontade de Tito, a quantidade de riquezas consagradas a Deus que o fogo destruiu, bem como a destruição completa da cidade, os prodígios que precederam essa extrema desolação, a escravidão de nossos tiranos, o grande número daqueles que foram levados cativos e as suas diversas vicissitudes. Direi ainda a maneira como os romanos perseguiram os que escaparam da guerra e como, depois de os vencer, destruíram completamente as praças e os lugares para onde eles se haviam retirado. Por fim, falarei da visita feita por Tito a toda a província para restabelecer a ordem e de sua volta à Itália e de seu triunfo. Escreverei todas essas coisas em sete livros, divididos em capítulos, para satisfação das pessoas que amam a verdade, e não tenho motivo para temer que aqueles que tiveram a direção dessa guerra ou que lá se encontraram presentes me acusem de haver faltado à sinceridade. Mas é tempo de começarmos a executar o que prometi.